Empresas demitindo em massa, tratando seus funcionarios como só mais um número, deixando de lado o fato de que por tras de cada trabalhador, existe uma história, uma família, um ser humano. Assim foi o ínicio da palestra desta terça feira.
Para entendermos o porque do trabalho estar associado a exploração, nos foi explicado a origem desta palavra. Trabalho vem do latim Tripalium, "tri" (três) e "palus" (pau) - literalmente, "três paus") é um instrumento romano de tortura, uma espécie de tripé formado por três estacas cravadas no chão na forma de uma pirâmide, no qual eram supliciados os escravos. Daí derivou-se o verbo do latim vulgar tripaliare (ou trepaliare), que significava, inicialmente, torturar alguém no tripalium. Pontanto, temos o trabalho com origem na escravidão que, apesar de legalmente abolida, ainda existe para alguns trabalhadores.

Em uma era em que o trabalhador, precisa cada vez mais ser reconhecido pelo seu conhecimento, e não mais como uma peça substituivel facilmente, ainda existem casos onde as pesssoas ainda são "coisificadas". Também nos foi dado o exemplo da France Telecom, onde, dentro da propria empresa, mais de 20 funcionários suicidaram-se nos últimos 18 meses, e alguns deles deixaram cartas afirmando que o suicídio foi motivado pelas difíceis condições de trabalho.
Techos do filme "O Diabo veste Prada" também foram passados, mostrando uma jovem em seu começo de carreira que é massacrada em seu trabalho e, só é reconhecida após mostrar seu esforço e um excelente desempenho. E assim, resolve correr atras do que realmente é importante para ela, deixando assim de ser coisificada.
Este é um vídeo do consultor de empresas Waldez Ludwig, exibido no debate.
"... O que ele diz é legal, mas veja as vezes as pessoas não tem como sair de determinada situação por problemas financeiros ou mesmo de ordem afetiva em relação ao local de trabalho. Quando idealizamos algo perdemos a “crítica”, não conseguimos ver os defeitos, porque aquilo passa a ser “a gente” (empresa, time de futebol, namorada, filho...). Em outras palavras, eu e a empresa somos um só, minha identidade é a dela! Então, como a crítica está baixa todo e qualquer problema que haja o “culpado sou eu” e não ela. Exemplo, eu fiquei doente porque não me alimentei direito, a culpa é minha, não é da organização que não da tempo para eu almoçar, me paga mal e tenho de comer no quilinho sujo atrás da empresa..." Palavras da professora Andrea Meleg.
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